quarta-feira, 20 de outubro de 2010

[NOTICIA] Novo disco de Lagnia

De acordo com a press-release, corria o ano de 2007 quando Aires Ferreira (quem não conhece que se auto-fustigue por favor) criou a primeira música do projecto Lagnia numa quente noite de Verão Africano.

No ano seguinte foi editado "Confronto" e depois de algum hiato chega-nos agora "Daimonizomai", o novo longa-duração. O disco está disponível para download integral no site da Sanatorio Productions, pelo que todos podem apreciar o (bom) novo trabalho proposto por Lagnia.

Embuído das suas raízes Africanas, este disco tem a sexualidade e a feitiçaria como principais conceitos, emergindo daí uma sonoridade com ritmos abrasivos e melodias hipnóticas. É seu intuito propiciar uma experiência de possessão - mental e física - e subjugação a "forças" violentas. Uma audição apaixonante e viciante - experimentem!

O alinhamento completo é o seguinte:
  1. Daimonizomai (intro)
  2. We Spent The Night, With Eyes Wide Open
  3. With a Green Dress, In Hands...
  4. Violently Beating Me
  5. In The Doorless Room
  6. Devilish Strings
  7. Inside The Circle, We, Possessed
  8. It's Inside
  9. Daimonizomai (outro)
  10. Exorcism

terça-feira, 19 de outubro de 2010

[NOTICIA] Black Metal Folk Alpino

Não é nada de novo ter raíz Black Metal misturada com matriz Folk - há inclusive todo um sub-género focado nessa sonoridade. A novidade introduzida pelos Rauhnacht é fazê-lo embuído do espírito Alpino, tão tradicional em colectivos como os Sturmpercht, considerados os criadores deste Folk Alpino.

"Vorweltschweigen", editado pela Sturmklang, é por isso uma viagem obscura através de florestas profundas e cumes montanhosos, num disco recheado de hinos épicos de batalhas e composições marciais. O título do disco pode traduzir-se por "silêncio do mundo antigo" e tem uma componente lírica fortemente enraízada no misticismo alpino, ritos arcanos pagãos e lendas bizarras.

A nível sonoro, a referida mistura entre Black Metal e Folk Alpino traduz-se numa oferta refrescante, compondo uma banda sonora apropriada para o anoitecer num dia de nevoeiro, e para apreciar nas longas noites invernais. É disponibilizado em duas edições: uma em CD, limitada a 900 cópias, e outra em LP, limitada a 500 cópias. Material de qualidade recomendado a todos os apreciadores de intensidade na sua música.

O alinhamento completo é o seguinte:
  1. Auf den Schwingen der Stürme
  2. Vorweltschweigen
  3. Dem Schicksalsfeld entgegen
  4. Auf zur Schlacht
  5. Untersberg
  6. Das letzte Licht

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

[NOTICIA] Mais um par de monstros

Já foi há algum tempo que Andrew Liles iniciou a sua série "Monster" de lançamentos relacionados com... adivinharam, monstros. Já por aqui falamos de alguns deles, e agora temos mais dois disponíveis directamente na sua loja.

"The Miraculous Mechanical Monster" é um disco conceptual que versa sobre os temas de robots com defeito, monstros e sexo bizarro. Sempre com narração robotizada, a história pode ser seguida lendo o texto presente no LP. Editado em vinil verde, está disponível numa edição limitada a 500 exemplares com a promessa de Liles que estas faixas nunca mais serão disponibilizadas noutro local ou noutro formato.

O alinhamento completo é o seguinte:
  • Lado A - The First Heart Attack Was The Best
  • Lado B - To Kill The Monster
"Mind Mangled Trip Monster" é o primeiro lançamento em CD desta série, e apresenta uma inflexão estilística na sonoridade tradicional de Liles. Mais ambiental, espacial e até solarengo (o que poderia soar estranho num lançamento dedicado a monstros, não estivessemos a falar de um disco de Andrew Liles), conta também com a vocalização etérea de Elisabeth Oswell para lhe dar uma dimensão inusitada.

É editado num digipack de 4 painéis, bem trabalhado do ponto de vista gráfico, e entre as suas 9 faixas podemos encontrar uma versão de "Wilderness", um original dos Joy Division. Outra estreia num disco de Liles.

O alinhamento completo é o seguinte:
  1. Dawn Chorus
  2. Atomicity, Consistency, Isolation, Durability
  3. Midsummer Nightmare
  4. Twilight / Flashback
  5. Entheogens For Diddy Men
  6. Twisted Tapes
  7. Celestial Orb (Dead Star Sedentary)
  8. Wilderness
  9. Xenograft (Three Invisibles)

domingo, 17 de outubro de 2010

[NOTICIA] Uma das melhores vozes ao vivo

Anneke van Giersbergen é uma das melhores vozes que jamais tive oportunidade de ouvir, fosse em que espectro musical fosse. Primeiro com os The Gathering, depois com os Agua de Annique, e de vez em quando apenas em nome próprio, tem vindo a construir uma carreira alicerçada numa voz ímpar.

Mas o que não tem sido muito habitual nessa carreira é editar discos ao vivo. Algo que este simplesmente intitulado "Live In Europe" vem colmatar, reunindo faixas apresentadas na Primavera deste ano em França e Espanha.

Adicionalmente, temos três músicas novas no disco - "Fury", "Laugh It Out" e "Who I Am", esta escrita em parceria com Devin Townsend - e a regravação de "Shrink", uma música gravada quando Anneke tinha apenas 19 anos, que figurou depois no disco "Nighttime Birds" dos The Gathering, editado em 1997, e que reaparece agora neste disco ao vivo com novos arranjos.

O alinhamento completo é o seguinte:
  1. Intro
  2. The World
  3. My Girl
  4. Who I Am
  5. Day After Yesterday
  6. Hey Okay!
  7. Fury
  8. Beautiful One
  9. Adore
  10. I Want
  11. Laugh It Out
  12. Witnesses
  13. Shrink

sábado, 16 de outubro de 2010

[NOTICIA] Boas notícias para os amantes do frio Finlandês

Os Tenhi estão longe de ser um dos nomes mais conhecidos da grande torrente de grandes bandas, projectos e músicos a saírem da Finlândia - qualquer coisa a ver com a vodka, sem dúvida. Mas são sem dúvida uma das melhores propostas no espectro Folk melancólico a sair seja de onde for, por isso merecem a nossa inquestionada atenção.

Mas esta menor exposição tem o seu preço - há todo um catálogo de lançamentos dos Tenhi que data há mais de 10 anos que está parcialmente por descobrir. Mas, graças à Prophecy Productions, vamos ter agora a oportunidade de o recuperar de forma condigna.

No final deste mês os discos "Kauan" (de 1999), "Väre" (de 2002), "Maaäet" (de 2006), "Airut: Aamujen" (de 2006 também) assim como a compilação tripla "Folk Aesthetic 1996-2006" (de 2007, que reúne alguns dos momentos mais obscuros do colectivo durante esse período) irão ser agora reeditados em formato nobre, em digibooks com livretos alargados e limitados a 1.500 cópias cada um.

Adicionalmente, estará também disponível uma edição em caixa, limitada a 500 cópias, que reúne todos os discos referidos anteriormente juntamente com um patch dos Tenhi. Altamente recomendado a todos, incluindo quem tem vindo a acompanhar o percurso destes Finlandeses. A julgar pelo que a Prophecy tem feito, é uma edição de qualidade muito superior.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

[EVENTO] Se acreditasse nisso exclamava "MEU DEUS"

Já aqui havíamos falado antes da vinda a Portugal dos Throbbing Gristle, mais concretamente à Casa da Música no Porto no próximo mês de Novembro. Já por si era uma excelente notícia, não é todos os dias que podemos ver uma banda com o passado dos Britânicos e com a influência que exerceram no mundo da música.

Mas como se ainda não fosse suficiente, o cartaz foi agora enriquecido com a presença dos Ulver, o genial colectivo Norueguês que passeou classe por campos musicais tão diversos como o Black Metal, Industrial, Electrónico, Experimental ou Bandas Sonoras. Qualquer uma destas bandas sozinhas seria mais do que motivo para estarmos entusiasmados, juntas é como que um sonho molhado tornado realidade.

Assim, apontem baterias para o dia 5 de Novembro e marquem presença na Casa da Música do Porto. Será uma noita que dificilmente iremos esquecer, e auto-flagelem-se todos os que não forem marcar presença!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

[NOTICIA] Reedição de luxo de Von Thronstahl

A Fronte Nordico continua a sua linha editorial de reedições de luxo de nomes consagrados do panorama musical internacional. Desta feita a escolha recaiu nos Von Thronstahl, de quem irão fazer uma série de reedições cobrindo os lançamentos mais antigos do seminal colectivo Germânico ao longo dos próximos tempos, sendo que a primeira escolha recaiu em "Imperium Internum".

Mantendo a sua linha inalterada, estes lançamentos serão todos feitos em vinil duplo em edições luxuosas, incluindo bónus e novo tratamento gráfico. Muitos destes títulos nunca tinham sido antes disponibilizados em vinil, como é o caso deste "Imperium Internum".

As faixas da edição original (datada de 2000) preenchem os três primeiros lados do vinil duplo, sendo o último lado reservado a 4 faixas bónus que apareceram originalmente nas compilações "Riefenstahl" (de 1996), "Thorak" (de 1998) e "Notre Domicile Est L'Europe" (de 2001).

Como se ainda não fosse suficiente, a edição está disponível em 3 versões:
  • Edição normal, limitada a 150 cópias, contendo os dois vinis em preto num invólucro especialmente desenhado pela Fronte Nordico em papel especial também preto, incluindo os inserts correspondentes
  • Edição especial, limitada a 100 cópias, com vinil vermelho em invólucro vermelho, acabamentos feitos em papel especial preto, incluindo os inserts correspondentes
  • Edição de coleccionador, limitada a 50 cópias, com vinil branco em invólucro branco, acabamentos feitos em papel especial preto, incluindo os inserts correspondentes, com a adição de uma bandeira de 90x60cm e um saco de algodão de 38x38cm ambos alusivos à edição, tudo embrulhado em papel kraft e lacrado com o selo da Fronte Nordico
O alinhamento completo de qualquer uma delas é o seguinte:
    Lado A
  1. Imperium Internum
  2. Vorwärts, Die Raben Der Endzeit (Forwards, The Ravens From The End Of Time)
  3. Schwarz, Weiss, Rot (Black, White, Red)
  4. The Majestic Return (Die Königliche Rückkehr)
  5. Kristall / Kristur (Lieben Heisst Dienen - To Love Means To Serve)
    Lado B
  1. Under The Mask Of Humanity
  2. Sturmzeit - Version (Stormtime)
  3. Heimaterde, Mutterboden, Vaterland (Native Soil, Mother Country, Fatherland)
  4. Noch Blüht Im Geist Verborgen (Still Blooms Hidden In The Spirit)
  5. Atlantisches Tief (The Atlantic Low)
    Lado C
  1. Turn The Centuries - Version
  2. Das Neue Reich (The New Empire)
  3. Drei Tropfen Blutes Färben Den Schnee (Three Drops Of Blood Colour The Snow)
  4. Pontifex Solis (Das Glühende Weiss - The Glowing White)
    Lado D
  1. Fahnenträger (Thorak Version)
  2. Heimaterde, Mutterboden, Vaterland (Thaglasz Version)
  3. Das Neue Reich (Thaglasz Version)
  4. Wider Die Masse (Riefenstahl Version)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

[NOTICIA] Um destaque no meio da panóplia disponível

Não é simples acompanhar o trabalho dos Uruk-Hai - chega a ser incompreensível para muitos como é possível manter um fluxo de edições como Hugin consegue com o seu projecto principal. Claro que a qualidade por vezes é sacrificada, mas a média é muito alta.

Num ano em que o catálogo de Uruk-Hai conta já com cerca de 40 lançamentos (!!!) - isto entre splits, compilações, cassetes e outros - há um que queremos realçar: "War Anthems", com selo da Tryby.

Trata-se de uma edição em caixa de madeira, extremamente limitada, contendo 6 discos em que a temática da Terra Média continua a ser explorada dentro da sonoridade ambiental com pinceladas bélicas que é apanágio dos Uruk-Hai. A edição é também complementada com um autocolante e alguns postais, e é talvez e mais abrangente e interessante deste projecto este ano. Recomendado a quem ainda a conseguir encontrar.

O alinhamento completo por CD é o seguinte:
    CD1 - "A Dark Force Shines Golden"
  1. Helms Deep
  2. Precious
  3. Beneath The Moon, Beneath The Sun
  4. Blood Of Heroes (Bonustrack)
    CD2 - "After the War (Orcish Battle Hymns Pt. IV)"
  1. After the War
    CD3 - "At the End of the First Age"
  1. At The End Of The First Age (An Opera About Ered luin, The Blue Mountains)
    CD4 - "Balrog"
  1. Balrog Pt1
  2. Balrog Pt2
    CD5 - "Morgoth"
  1. Morgoth Part 1
  2. Morgoth Part 2
    CD6 - "Die Festung"
  1. Dunkler Herrscher
  2. Eisen Hölle
  3. Belagerung
  4. Der Eisenkerker
  5. Die grosse Schmiede

terça-feira, 12 de outubro de 2010

[NOTICIA] Novo álbum para os Swans

Depois de um longo hiato na edição de originais, os míticos Swans estão de volta com um novo longa-duração. "My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky" é o renascer destes cisnes que, nas palavras do próprio Michael Gira, não é um acto de nostalgia mas o passo natural na sua evolução depois de cinco discos com os Angels Of Light. Ao necessitar de uma nova direcção para continuar a sua progressão, foi apenas natural reavivar os Swans tal como se apresentam hoje.

Com selo Young God Records, este novo disco continua onde "Soundtracks For The Blind" (já de 1997) acabou, notando-se também uma costela dos trabalhos a solo de Gira e dos já referidos Angels Of Light. A sonoridade tradicional dos Swans está lá, assim como o conceito do projecto - resta saber se a magia também continua presente, mas isso guardamos para mais tarde.

O disco conta com muitos contribuintes que tinham já participado no passado com os Swans, mas Jarboe não é um deles. Aqui temos a visão particular de Gira a dominar esta nova incarnação, com o que isso tem de bom e de mau.

O que só tem uma faceta positiva é a edição especial que também está disponível deste disco (para além das regulares em CD e LP), com um trabalho gráfico totalmente diferente e com um disco adicional como bónus, contendo material em bruto das gravações compilado e arranjado especialmente para tomar parte nesta edição. Seja de que forma for, é um disco a não perder.

O alinhamento completo é o seguinte:
  1. No Words/No Thoughts
  2. Reeling the Liars In
  3. Jim
  4. My Birth
  5. You Fucking People Make Me Sick
  6. Eden Prison
  7. Little Mouth
  8. Inside Madeline
    Disco Bónus
  1. Look At Me Go

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

[NOTICIA] Confronto de sentidos

Mais um momento de límpida lucidez vinda directamente dos Teatro Satanico para todos os que apreciam (boa) música Electrónica / Industrial / Experimental / qualquer-outra-coisa-que-queiram-adicionar-aqui.

"Niente Da Vedere" (traduz-se por "Nada Para Ver") representa literalmente o que significa. Trata-se de uma longa faixa áudio (cerca de 45 minutos de música) lançada no formato cassete vídeo, com literalmente nada para ver. Ou seja, nas palavras dos próprios, nenhuma imagética auto-exploratória, nenhum truque, nenhuma imagem da moda, sem clichés parvos.

A viagem sónica é para os fortes de espírito, com um conceito lírico satânico cortesia de Kalamun e manipulação da maquinaria por devilLs Devis - ou, como ele bem diz, drone'n'drum'n'noise. Edição limitada a 88 cópias numeradas à mão, a um preço muito convidativo, por isso não há desculpas - apenas nada a ver.