quarta-feira, 11 de novembro de 2009

[ANÁLISE] ASP - "Wer Sonst? / Im Märchenland" [CD - 2009]

ASP
Wer Sonst? / Im Märchenland
[CD]
Trisol


Os ASP são um daqueles colectivos incontornáveis para quem aprecia sonoridades mais electrónicas, já que têm vindo a inundar as pistas de dança de todo o mundo com trabalhos notáveis uns atrás dos outros. É impressionante a regularidade qualitativa que o colectivo de Frankfurt nos tem vindo a habituar, sempre pautado com uma grande aposta também a nível estético e um cuidado acima do normal em proporcionar aos seus fãs a melhor experiência possível em cada lançamento.

Com mais de 10 anos de carreira, desta feita apresentam-nos um novo single em que as duas faixas que lhe dão nome estão em destaque. "Wer Sonst?" é uma daquelas músicas que nos vai colocar a mexer, com um ritmo compassado e muito bem construída. A participação especial de Micha Rhein (dos In Extremo) dá-lhe um sabor especial, com o seu timbre tão particular a contrastar perfeitamente com a voz de Alexander-Frank Spreng, e um refrão que nos fica na cabeça. Já "Im Märchenland" é uma música bastante diferente, mais introspectiva e menos efusiva, em que o destaque vai para a sonoridade característica que os ASP nos têm vindo a apresentar, mais focada na voz e no trabalho de teclados, muito bem complementados com a guitarra e a percussão. Duas vertentes diferentes da mesma (valiosa) moeda.

Claro que um lançamento de ASP não podia ficar apenas por aqui. Temos também duas versões de músicas de Trio e The Cult (principal destaque para "Rain" - porque é que não se fazem mais músicas assim?), a versão original de "Wer Sonst?" (como é apanágio de qualquer single, com a particularidade que a versão que dá nome a este trabalho é ainda melhor que a original) e duas interpretações das faixas principais por parte dos Project Pitchfork e Clan Of Xymox - não são particularmente brilhantes, mas também não caem na falácia dos remixes feitos em cima do joelho com que muitas vezes somos deparados. Cumprem a sua função e nada mais.

Como se ainda não fosse suficiente, a versão "normal" do lançamento é complementada com um vídeo, num digipack de 6 painéis com um livreto de 12 páginas e duas capas, uma para cada uma das faixas principais. E se ainda for pouco, podem contar com uma versão especial incluindo um livro de banda-desenhada criada especialmente para este lançamento, numa visão peculiar do mundo especial dos APS. É este cuidado e qualidade que os distinguem de todos os seus pares e os colocam na vanguarda de um estilo definido pelos próprios como Gothic Novel Rock. Seja lá o que for, é bom!

Lurker

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